Sem jogo no meio de semana, me coloquei a pensar mais levemente, com menos daquele calor que se sente após e antes dos jogos do Figueira. Mesmo que algumas das melhores coisas que já li foram escritas no meio desse calor, dessa hora em que a passionalidade fala alto, em que contagiados pela euforia ou frustração coletiva tudo tende a ser mais extremado. Resolvi aproveitar esse momento em que podemos parar e pensar com pouco mais de calma, um pouquinho menos de emoção e, possivelmente, usar um pouco mais a razão.
Pensei sobre a expectativas que tínhamos no campeonato, e em como essas expectativas foram criadas. Nessa hora me dei conta, que tivemos no ultimo ano, um festival de promessas mirabolantes não cumpridas. Expectativas foram e são plantas em entrevistas e discursos acalorados.
Nesse sentido lembrei de uma entrevista do Meu Figueira com o presidente e com o Leonardo Moura, concedida em Abril de 2010, prometendo que em 30 dias haveria uma coletiva aberta pra apresentar os detalhes da parceria. A reunião nunca aconteceu e pouco se sabe do contrato. O próprio fato do Meu Figueira , um dos mais atuantes sites alvinegros, ser banido da lista de sites e blogs do clube por fazer crticas, é por si só emblemático.
Houve na mesma entrevista, a promessa da apresentação do projeto da arena entre 6 e 8 meses. De lá pra cá já se foram 15 meses.
Difícil esquecer das falas na apresentação do elenco, prometendo um time brigando pela parte de cima da tabela (diga-se de passagem que nosso elenco melhorou consideravelmente de lá pra cá).
O que dizer da famosa entrevista após a “cirurgia”, nos dizendo que o 2º turno é obrigação (depois transformada em questão semântica).
Mas por que se promete tanto? Por que se cria tantas expectativas?
Será que a torcida não compreenderia que a construção da nossa arena é algo complexo, que exige tempo?
Será que não entenderíamos que o Figueira como menor orçamento da série A, nesse primeiro ano almeja mesmo é não cair? (O que aliás é dito abertamente por parte da diretória, pelo técnico e pelos próprio jogadores)
Será que a maior parte dos torcedores não entenderiam , passado a dor e o calor do jogo, que ser eliminado em um clássico no estadual, por outro time também da série A, não é o fim do mundo?
O problema é: que nos foi dito que o projeto do estádio seria apresentado entre 6 e 8 meses, que brigaríamos pela ponta da tabela e que o returno do estadual era uma obrigação. A colocação do Figueira no campeonato é excepcional, se considerarmos que o objetivo é não cair. Agora, se o objetivo é ficar no topo da tabela, a pressão aumenta consideravelmente. Se cria uma pressão desnecessária, que podia ser evitada com mais transparência. Mesma transparência que falta com relação ao contrato com a parceria.
Enfim, o Figueira é uma parte muito importante na nossa vida. Como no restante da nossa vida, poucas coisas são piores que “espectativa frustrada”.
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