Não queria falar nisso em uma semana que pode vir a ser uma das mais importantes da História do Figueirense. Digo que pode vir a ser, por que se o estádio sair mesmo lembraremos desta data como algo Histórico, senão, será mais um daqueles momentos cômicos. Tomara que a primeira opção aconteça.
Na semana em que mais se falou no Figueirense desde o fim do campeonato catarinense, já que o clube conseguiu, com o lançamento da arena, uma exposição só comparável a do lançamento da “camisa verde-petróleo” da Penalt, pensei muito nessa relação do clube com a mídia.
O que mais impressiona, é que a diretoria aceita todas as criticas, respeita todas as opiniões, desde que elas sejam exógenas ao Figueirense. Jornalistas que conhecem tanto de futebol catarinense quanto eu entendo de balé clássico, ou seja, absolutamente nada, podem falar o que quiser e são tratados a pão de ló no Scarpelli. Desde o “colunista social” que tinha por hobby dizer que o técnico Marcio Goiano estava sempre ameaçado de perder o cargo e que recentemente publicou um boato sobre a possível demissão do Chico Lins e do Renan Dal Zoto e disse que o clássico não significava nada, até o jornalista iconoclasta da CBN.
Vou me prender a esse ultimo e apenas a alguns de seus ataques a ícones alvinegros. No inicio do brasileiro do ano passado o ataque foi ao que o alvinegro tem de maior e mais importante, a sua torcida, disse que precisávamos ser parceiros do Figueira como os bananas de pijamas tinham sido do time do mangue. Pra mim acabou aí, não li mais ele, deixei de seguir no twitter, por que não pode haver sacrilégio maior que comparar a maior e mais Fiel de Santa Catarina com a segunda pior torcida do campeonato brasileiro em média de publico.
E em momento nenhum senti falta de ler esse sujeito. Até que no dia do clássico, não satisfeito em dizer que Bruno e Diogo Orlando eram do mesmo nível que Igor e Tulio, o que poderíamos classificar como um mero pecado, ele resolveu atacar mais um de nossos ícones mais sagrados, o nosso hino. Se fosse um musico, fazendo analise de hinos de times de futebol em um programa sobre isso, ainda vá lá. Mas o problema maior é que o destruidor de ídolos alvinegros faz isso no pré-jogo do clássico. Ou seja, no jogo mais importante do campeonato até então, ao invés de falar de times, escalações, técnicos ou até mesmo do gramado do pasto do bode, o homem resolver falar do hino do Figueirense.
Ele só não contava com a força da torcida alvinegra. O Leandro Ouriques do blog Alvinegro de Capoeiras criou o troféu #Castijadeouro, para os melhores piores do campeonato catarinense. E o resultado? Top trend Brasil no twitter. O iconoclasta mostrou seu carisma, no momento em que até mesmo os smurfs entraram na brincadeira. Acho que ele entendeu quem verdadeiramente não tem empatia popular. Para a vingança ser completa, o Figueira ganhou o turno e surge uma faixa “homenageando” o cara.
Enfim, tudo isso faz parte da democracia. O cara falar bobagens, nossa torcida não gostar e lhe dar o troco com muito bom humor e a classe que nos é característica.
Só gostaria que houvesse o mesmo entendimento com relação aos blogs e sites alvinegros. Quando a critica parte deles, que na verdade nada mais são do que a expressão da opinião de alvinegros, muitos dos quais absolutamente apaixonados pele Figueirense, temos de ouvir que estes prestam um desserviço ao clube. Já falei do que entendo que sejam as razões dessa força da torcida alvinegra nas redes sociais. Difícil entender que alienígenas (de fora do mundo alvinegro), mereçam tratamento melhor do que alvinegros que tem o Figueirense como parte de sua história de vida.

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