Foi um domingo de emoções em Blumenau, onde o Figueira fez mais um jogo de altos e baixos, mas consegui com um segundo tempo eficaz liquidar o jogo, não dando a mínima chance de reação ao Metropolitano, ate então a grande sensação do campeonato.

.
O primeiro tempo começou de forma preocupante para o nosso Furacao. O time parecia sem organização, com uma saída de bola lenta demais e ineficaz. O meio campo não aparecia, assim como as subidas pelas laterais. As poucas bolas que chegavam ao ataque eram provenientes de chutões promovidos pela parte defensiva do time. Doriva entrou fazendo a função de segundo volante, com Túlio um pouco mais recuado, o que a principio gerou desorganização. Assim o Metropolitano aproveitou pra fazer pressão, mas também sem muita eficiência. Era um falso domínio de jogo, onde pouco se criava.

.
Ao fim do primeiro tempo aparece o personagem do primeiro tempo: Ronan Marques da Rosa. O show de trapalhadas começou com a não marcação de uma falta em cima do Aloísio, que sofreu um carrinho por trás. Poucos minutos depois foi a vez de marcar um pênalti ridículo, onde Sandro  acerta a bola, mas o Sr juiz anota pênalti e ainda expulsa nosso zagueiro.  Com o pênalti perdido por Rafael Costa, acontece uma serie de confusões, com dois cartões aplicados ao time do Figueirense, alem da expulsão do técnico Branco. Por fim, pra compensar, Ronan Marques da Rosa expulsa Pantico, em um lance que foi falta, mas que com certeza não renderia um vermelho em outra situação.

.
O segundo tempo começa diferente. Com a saída de Botti e a entrada de Joao Paulo Goiano, o Figueira volta a ter o setor defensivo com dois zagueiros e o meio campo com dois volantes mais soltos, Túlio e Doriva, com Roni fazendo junto com Julio Cesar a parte mais ofensiva do meio. O time fica rápido, com bom toque de bola, o que resultou em um show no segundo tempo, dominando por total o time de Blumenau. O placa de 4 x 0 foi pouco, devido as chances perdidas.

.
Tendo essa reviravolta no segundo tempo, vejo alguns pontos positivos em relação ao time. Temos o melhor ataque do Brasil, com 41 gols em 13 jogos, media de 3,15 gols por jogo, contando com um trio afinadíssimo no ataque. Julio, Aloísio e Roni são finalizadores natos, objetivos. Com eles podemos revivar um trio artilheiro que fez sucesso aqui em 2006 no Brasileiro. Cicero, Soares e Schwenk formaram um trio que detonou, marcando cada um 13 gols naquele campeonato.

.
Mas volto a chamar a atenção ao meio campo com Botti. Ele possui um estilo de jogo clássico, com bom toque de bola e visão de jogo, mas jogando como terceiro homem de  meio campo não funciona como deveria. O time fica previsível e lento, e tendo Aloisio e Roni lá na frente, velocidade se torna algo fundamental. Volta a repetir: por mim ele briga pela camisa 10 do time, sendo reserva de Roni ou compondo o meio em jogos onde esse vire um segundo atacante na ausência do Julio ou Aloisio. No mais, só temos a comemorar. Foi um bom domingo, um bom jogo, e a liderança mais uma vez nas nossas mãos. Avante Furacão!!

Anúncios