Todo pós-clássico em que o Figueira não sai vitorioso, é comum encontrarmos comentários que em geral responsabilizam a falta de empenho do nosso time. Esse tipo de discurso na verdade acaba por ser uma assimilação alvinegra do que a imprensa bvaiana tanto gosta de falar: da “incrivel” capcidade de superação do nosso rival. Quem observou o DC, o principal jornal de um dos grupos alienigenas que dominam a midia local, destacou que o empate do time do mangue, quase como senão tivessemos dois times jogando. Vale lembrar que de uns tempos pra cá, eles são o time dos “empates heróicos” e, quando perdem, o time perseguido pela arbitragem. Melhor pra gente que seja assim, assim eles estão trilhando o caminho rumo ao Bi Campeonato da Série C, o que levaria eles novamente ao auge colocando a segunda estrala na camisa. Essa gloriosa estrela dividida apenas com times como Sampaio Correia, Olaria, São João de Araras e Joinvile. Temos que reconhecer que eles tem razão, que todos os time da série A gostariam de ser rebaixados duas vezes somente para igualar o feito.
Voltando ao jogo, quem tava no Scarpelli viu algumas coisas atipicas. Primeiramente, nosso artilheiro, que em vários jogos levou o time nas costas, perdeu gols nunca antes perdidos na História da sua carreira. Do outro lado, pra mim o grande destaque do meio campo do Figueira, o segundo volante Tulio, fez um de seus piores jogos com a camisa alvinegra. Quero dizer com isso que eles são responsáveis pelo empate? De modo nenhum. Quero apenas destacar que o jogo é decidido dentro do campo e que perdemos por que perdemos chances, por que nosso meio jogou muito mal. Enfim, nosso time deve ser cobrado tecnicamente, pelo que apresentou em campo. Basta lembrar que o Tulio foi destaque no primeiro jogo.
Alem de tudo isso, pra mim tem ficado a impressão que tem faltado perna para o Figueira. Desde a época do Goiano nos acostumamos com um time que normalmente crescia no segundo tempo. Mesmo com Jorginho, nosso time levava o jogo em banho Maria e voltava para o segundo voando. As coisas não tem sido mais assim. É visivel que já em Abril nosso time ainda tem enormes desniveis com relaçao a forma fisica. Se o Aloisio é um touro dentro de campo, jogadores como Julio Cesar, Toro, Roni e até mesmo o Igor tem sentido com frequencia. Por outro lado, temos observado um Figueira que acelera muito o jogo no primeiro tempo, pode ser essa então a causa ? Vale lembrar que o clube demitiu Zé Fernando, que comandava a preparação alvinegra a 9 anos, e trouxe novo preparador. Tomara que seja só uma série infeliz de coincidencias.

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