Se aquela máxima do futebol realmente existe, sábado ela deu o ar das graças em Minas Gerais. O ditado “Quem Não Faz Leva” foi o mais apropriado para definir o jogo do nosso Furacão. A formação colocada em campo pelo técnico Argel despertou desconfiança de grande parte da torcida e impressa. Ir jogar fora de casa contra o Cruzeiro e colocar 3 atacantes mais um meia de criação, parecia querer se expor demais ao adversário, o que poderia ser o perigo conta um time com Montillo no comando do meio.

Só que de imediato o que se viu foi um Figueirense a vontade em campo. Dominando todas as ações no primeiro tempo, nosso time se impôs de uma forma incrível. Parecia um jogo em casa, jogando na pressão, forçando erros do adversário e principalmente apresentando um jogo veloz e de forte chegada ao gol adversário. Almir já mostrou qualidade na sua primeira partida. A torcida do Cruzeiro acabou por jogar contra o time, visto o domínio do nosso Furacão. Mas o domínio de jogo não resultou em nenhum gol. Muitas chances mas pouca qualidade da hora de definir. Ah, que falta faz um atacante matador. Alguém pra colocar pra dentro as oportunidades que aparecem.

O que Argel pretendia desde o inicio, era dominar o time do Cruzeiro e tentar sair da primeira etapa com um resultado ao seu favor, para que no segundo tempo o meio campo fosse composto com a entrada de mais um meia no lugar de um atacante. Assim, com uma hipotética vitoria, o caminho seria explorar os espaços que o Cruzeiro deixaria em uma situação dessas. Só que a falta de qualidade que faltou ao nosso time na hora de definir, sobrou para Wellington Paulista na hora que a bola sobrou na área pra ele. Após uma falha de Canuto, Souza colocou o atacante adversário na cara do gol e com um bonito gol fez 1 x 0 para o adversário. Assim acabou terminando o jogo, onde talvez o torcedor alvinegro mais teve certeza no ano que sairíamos com um bom resultado.

Fica aquela sensação que estamos no caminho certo, mas que não podemos de jeito nenhum perder jogos como esse. Esses pontos perdidos assim fazem falta no final em um campeonato de pontos corridos. Claro que apesar o bom jogo, apresentamos ainda deficiências obvias. Pablo mais uma vez pouco fez, aumentando a insatisfação do torcedor com esse jogador. E por enquanto nada se fala de algum concorrente para ele. Nos treinos, Coutinho e Jackson treinaram nessa função, mas ambos pouco acrescentam em relação a Pablo. O ataque precisa também ser reforçado. Apesar do bom ano até agora, Aloísio não consegue da a confiança necessária que precisamos para um camisa 9. Às vezes sobra vontade e falta qualidade. De uma forma geral precisamos de elenco mais qualificado para aproveitarmos jogadores que estejam em boa fase. Temos uma semana para ver quem sabe alguma novidade e no próximo jogo reencontrar o caminho da vitoria. Abraços.

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