Que time realmente temos? Essa é a pergunta feita após o jogo de hoje contra o Vasco. Digo isso, por que no jogo tivemos dois times distintos, em nada parecidos, com animo, raça e disposição ofensiva totalmente diferentes. E resolver essa questão é algo muito importante para que todos possam fazer uma avaliação lógica do que podemos almejar durante a competição, entendendo de vez as nossas carências no elenco atual. O time do primeiro tempo foi medroso, sem força, retraído e lendo. O ataque então foi inexistente, sem ameaçar a defesa adversária praticamente durante toda a etapa. O do segundo foi totalmente diferente, pra cima, tentando dominar o Vasco, atacando pelos lados, chegando ate com facilidade a meta adversária.

Argel errou na escalação do time para iniciar o jogo. Bolou um meio campo com Tulio, Doriva e Marquinho, esse ultimo improvisado. De imediato a tática montada já se mostrou pouco eficiente. Sem saída de bola o time tentava no chutão acionar seus atacantes. A marcação estava frouxa, ate mesmo pelo lado esquerdo, onde Guilherme e Marquinhos faziam a marcação, mas mesmo assim Fagner encontrava facilidade para fazer jogadas pelo setor. A frente desse meio, Fernandes pouco participava, enquanto Julio e Caio não conseguiam dar sequencia a nenhuma jogada. Coutinho não marcou nem avançou. Os espaços apareciam para o Vasco, que conseguia muita liberdade para arriscar chutes da entrada da área, um desses com destino certeiro no fundo da rede de Wilson. Diego Souza teve calma e muita liberdade para finalizar. Fred ainda acertou uma bola na trave no finalzinho.

O segundo tempo foi outro jogo. Com Roni e Aloisio, o time ganhou muita velocidade e profundidade. Doriva e Tulio ficaram mais fixos no meio, dando total liberdade para que o time atacasse com praticamente QUATRO atacantes, com Julio vindo buscar mais o jogo. E logo fomos recompensados com um pênalti marcado, mas que Julio cobrou para a bela defesa de Fernando Pras. Na hora pensei em um abatimento do time, como Vasco voltando a atacar. Mas apesar da chance do adversário que encontrou a trave da meta defendida por Wilson, o Figueira voltou a tomar conta do jogo. Pressionando, criando jogadas, buscando movimentação, o time envolvia o adversário, tendo chances com Roni, Aloisio e Julio. E foi tentando que o gol saiu, após um cruzamento onde Roni se adiantou ao zagueiro e colocou pro fundo da rede. Cabe uma ressalva, pois, na minha opinião, mesmo que tenha feito o gol, tirar a camisa pra comemorar foi um tremendo erro. Levou cartão de graça. Atitudes como essa são cabíveis de punição por parte da diretoria. Ate o final do jogo o time tentou arrancar a vitoria, mas não aconteceu. O EMPATE acabou sendo justo diante do péssimo primeiro tempo feito.

Curtas:

– Apesar do temor do torcedor, Fred entrou em campo e jogou um bom futebol. Não foi brilhante, mas apareceu muito bem em algumas jogadas. Vamos esperar a evolução dele para uma melhor avaliação.

– Que partida fez o Tulio, principalmente do segundo tempo. Dominou o meio, marcou, armou muito e fez a bela jogada do gol. Com certeza foi o melhor em campo, mostrando um vigor físico impressionante.

– Saldivar enfim estreou no Figueira. Jogou pouco mais de 10 minutos, procurando jogo, arriscando cruzamentos. Quem sabe agora possa ter uma sequencia e tentar provar que não foi uma contratação equivocada.

– Com a desistência de contratar Caio Cesar, precisamos urgentemente de pelo menos dois MEIAS. Alem da falta do armador, ainda teremos problemas no próximo jogo, onde Tulio estará suspenso e não temos volantes de nível para colocar em campo.

– Linda festa para Loco Abreu. A nossa torcida o recepcionou como um Ídolo, cabendo agora ao uruguaio mostrar em campo toda essa admiração do torcedor. Com frases marcantes, ele já chega para dar uma nova cara ao time.

Abraços!!

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