Esse poderia ser facilmente o titulo de um livro sobre o atual momento do Figueirense. Como pode um time estar ganhando um jogo por 3 x 1, dentro de casa, com total domínio no momento do jogo e acabar sendo totalmente engolido pelo adversário em 30 minutos de jogo. O pior é ver que isso não é a primeira vez que acontece dentro dos nossos domínios esse ano, ou não lembram do fatídico 3 x 3 contra o JEC no returno do Estadual. Afinal, o que está errado nesse time?

Num jogo onde o placar final foi Figueirense 3 x 4 Atlético MG nos leva a crer que a culpa do ocorrido não foi de nosso ataque, apesar da péssima participação de Aloísio na segunda etapa. Alias esse, está colecionando momentos bizarros em cada partida que entra. Teve a chance de matar o jogo mas mais uma vez procurou furar a rede ao finalizar e acabou pegando muito mal na bola. Saudade da época do estadual onde ele simplesmente tentava colocar a bola pra dentro e conseguia. Mas apesar desses argumentos, o ataque não foi o ponto fraco. Com Loco Abreu em campo, o time passava confiança ao torcedor, principalmente no segundo tempo, onde Roni mais uma vez entrou bem, marcando gol e indo pra cima do adversário.  Mas então a culpa dos 4 gols sofridos foram somente da defesa? Com certeza ela teve a parcela de culpa sim: mal posicionada as vezes, deixando jogadores livres, erros de passe dos laterais e Wilson saindo desastrosamente do gol. Preocupante a atuação, mas não creio que a principal deficiência do time seja a defesa por completo. O problema da lateral direita é fato e isso sim preocupa demais.

Mas hoje eu quero chamar a atenção para talvez o principal problema do nosso time esse ano: o MEIO CAMPO. Durante dois anos, 2010 e 2011, fomos acostumados a ver o nosso time dominar o jogo, procurar o passe, marcando forte e com uma saída de bola de qualidade. Nosso meio campo guardava um estilo de jogo eficaz, com velocidade na saída de bola e cadencia quando necessário. Não importava quem entrava e qual função iria fazer, o time se comportava quase sempre de forma igual. Hoje, nosso meio campo não existe. Tirando Túlio e sua grande fase, os outros meias não conseguem dar ao time o que precisamos. Somo fracos na marcação e totalmente ineficientes na criação. Almir não acontece, sendo mais uma vez totalmente envolvido na marcação adversária. Vale salientar que ele joga fora de posição, pois é um legitimo meia ofensivo, mas é escalado como o homem a frente dos volantes.

Foi triste ver a liberdade atleticana em armar jogadas pelo meio. Ronaldinho, livre quase que o tempo todo, tocava livremente, lançava a vontade. Os volantes adversários conseguiam chegar fácil ao ataque, e Marcos Rocha, lateral direito, fazia a festa com seus cortes para o meio e a total liberdade que assim conseguia. Com uma marcação frouxa, vimos o Atlético dominar boa parte do primeiro tempo e os 30 minutos finais. Sem articulação, acabávamos por bolas longas, atrapalhando por demais qualquer tentativa de jogada do nosso ataque. Triste ver que o nosso meio campo foi totalmente desfeito esse ano e mais triste ainda ver que não existe no elenco jogadores que possam ocasionar uma mudança nesse padrão de jogo. Teremos que buscar um outro estilo de jogo e abandonar de vez uma formação que tanto nos fez crescer. UM JOGADOR para a função de Maicon, que tanto se buscou esse ano, não se encontrou e a não ser em uma grande sacada da diretoria, esse jogador não irá aparecer aqui esse ano.

Cabe também uma critica ao trabalho de Argel. Eu concordo em quem afirma que falta elenco para que o nosso treinador faça esse time vencer, que falta material humano para que ele consiga dar um esquema de jogo confiável. Só que mais uma vez ele errou ao escalar o time. Roni era a bola da vez depois do segundo tempo contra o Vasco, mas foi colocado no banco. Mas até que seria razoável aceitar isso, mas ao estar ganhando de 3 x 1 e ter que tirar Loco Abreu, Argel quis ir pra cima golear e colocou Aloisio, em vez de dar consistência ao meio campo e assim tentar “cozinhar” o jogo e aproveitar um desespero Atleticano. Foi duramente penalizado com uma virada adversária. Faltou experiência e talvez uma certa dose de modéstia ao nosso técnico. Os 3 pontos eram o essencial, não golear. Reagir é preciso. Avante Figueiraaa!!

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