Nesse final de semana  estava assistindo ao jogo da seleção feminina quando Renê Simões, ao comentar uma substituição, largou a perola: “é preciso jogar com onze”. Parece meio obvio, mas o Figueira até agora não conseguiu jogar com onze em nenhum jogo. Claro que aqui estamos falando no sentido de ter onze jogadores realmente ativos na partida. Acho que é nesse sentido que Helio dos Anjos tem buscado nos treinos um novo esquema tático.

O problema é que  achar uma forma de jogar com onze, sem lateral direito, com zagueiros ruins no jogo aéreo, sem um jogador capaz de pensar o jogo no meio, com dois atacantes incapazes de acertar um cruzamento, sem batedor de escanteios, é uma missão Hercúlea. Como Hercúlea tem sido a torcida do Figueira, que tem buscado apoiar um time que não dá mostras de reação. Tomara que o Helio dos Anjos consiga achar um time, para que nossa torcida possa voltar a ser o 12º jogador.  Afinal, é esse papel que lhe cabe. O problema é que ultimamente temos sido o 11º, o 10º jogador de um time incompleto. O incrível é que a torcida ainda é considerada culpada pelo crime de “perseguir” o pobre do Pablo, ou por vaiar Julio Cesar após o mesmo bater uma dezena de escanteios errados no jogo.

Mas não é de estranhar isso, afinal, a torcida do Figueira, a mesma que deu a maior mostra de força que este estado já viu nas finais do estadual, deve ser culpada também pelas contratações erradas. Nunca podemos deixar de lembrar que o clube esta na mão dos “alvinegros verdadeiramente comprometidos”.

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