Meu pai a muito tempo tem uma frase marcante sobre o nosso Furacão: “O Figueirense é a Penicilina do futebol Brasileiro”. E é em dias como esse que vivemos no Scarpelli nessa quarta a noite que sou obrigado a dar mais razão para as palavras do meu pai. Não há problema de algum jogador que enfrentar o FIGUEIRENSE não resolva. Vagner Love, num jejum longo, não jogando bem, vem a Floripa enfrentar nosso time e marca duas vezes, decretando mais uma derrota alvinegra. E nem precisa ir buscar mais a fundo para resgatar historias semelhantes, como o caso de Deivid ano passado. Mesmo time, mesma situação e aqui contra o nosso time ele encerrou um jejum marcando duas vezes. E não é só jogador, muitos times costumam dar a volta por cima em qualquer crise contra o Figueira. É simplesmente lamentável.

Que o time é fraco, todos sabem e nem vale a pena ficar batendo muito na mesma tecla. E isso não vai mudar mais até o fim do campeonato. É com esse elenco que continuaremos a disputar o Brasileirão, talvez só com a entrada do lateral Elsinho. A questão vai muito alem da qualidade do plantel. Que o time tem uma crise interna, isso todo mundo sabe também. Apesar de atrapalhar e muito o rendimento do time, não é o principal fator para essa fase negativa. Temos um time sem atitude. Por muitas vezes desligado.

Chega a ser triste você avaliar o jogo de hoje e ver que talvez tenhamos apresentado um futebol que poderia nos credenciar a vitoria. Mas como isso? Perder de 2 x 0 e ainda ter jogado com chances de ganhar? Sim, por que por muitas vezes o Flamengo pediu pra levar gol. Ronny teve a chance no primeiro tempo de dar uma tranquilidade, mas perdeu um gol incrível. Loco Abreu colocou uma bola na trave. Leo teve boas chances. Outros chutes tiveram o endereço do gol e Felipe acabou fazendo boas defesas. Mas ao mesmo tempo nosso time era vulnerável. Parece sempre que tem alguém que controla esse time, que ao apertar um botão o time entra em OFF e permite que o adversário brinque a vontade. Foi assim com Negueba no primeiro tempo e nos dois gols de Love no segundo.

Pelo o que percebi, essa formação pode chegar perto do “ideal” para o time que temos. O meio formado com Jackson, Túlio e Claudinei deve ser a formação a ser adotada. Esse ultimo alias fez uma boa estreia, se movimentando bem, marcando bem e saindo pro jogo. Tende a melhorar com o entrosamento que deve ganhar nas próximas semanas. Foi o melhor em campo hoje. As vezes tenho a sensação que Loco Abreu nunca vai se encaixar nesse time. Nosso time não sabe usar o centroavante para jogar. Mais uma partida apagada. Claro que as poucas vezes em que tocou na bola, conseguiu boas jogadas, mas muito pouco pra um jogador que ganha o que ganha. Por mais que seja bom jogador, seu estilo não rende, muito por culpa do time também. Mas foi lamentável ver ele beijando o escudo de outro time. Atitude que poderia não ter sido feita. Coloca mais fogo ainda entre torcida e time.

No mais Helio errou. No segundo tempo, se ele queria tanto mudar o nosso time, Ronny não deveria ter saído. Como o Flamengo não tinha lateral direito, era a hora de fazer algo arriscado. Tiraria sem pestanejar o lateral Marquinhos, nulo em campo, e colocaria Fernandes. Assim, puxava Ronny para correr pela esquerda, prendendo o jogador do Flamengo, segurando mais a dupla de volantes, e colocando Fernandes para armar o jogo ali na frente. A ideia de colocar Julio Cesar nesse esquema não funciona. Julio é reserva do Caio e ponto final. A situação se complica a cada jogo e a série B bate cada vez mais intensamente na nossa porta.

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