E não é que a vitoria enfim veio? E não é que o “aposentado” voltou? Simplesmente a nossa segunda vitória, o fim do jejum, veio da forma que deveria ser: de forma tensa, difícil, guerreira, do jeito que possa se dar mais valor ainda daqui pra frente. Encerramos a seqüência de jogos ruins, mas ainda estamos mal colocados, mas pelo menos agora com a sensação de que é possível mudar essa situação, de que podemos com um pouco mais de esforço apagarmos os péssimos resultados desse primeiro turno e começar o nosso caminho rumo a permanência na Serie A 2013.

Após um inicio de jogo difícil, sem poder de ataque e mais uma vez com o nosso meio sucumbindo a marcação adversária, Helio dos Anjos olhou para o banco e enxergou uma mudança, que muitos aqui sempre acreditaram que seria a GRANDE mudança que precisávamos: FERNANDES. Ele entrou e tudo mudou. Nosso time parece que ganhou classe, elegância, ou melhor, simplesmente a qualidade de que precisávamos. Nosso time se postou melhor em campo, conseguindo ir para o ataque, armando jogo. Alguem lembra quando foi o ultimo momento no ano que as jogadas saiam, que existia algo alem do simples chutão ou lançamento longo sem qualidade?

E foi assim, sendo conduzido pelo nosso Ídolo, que o Figueira renasceu. Ele entrou e chamou a responsabilidade. Sem medo de errar, ele tentou, tentou e tentou. Buscou jogo, chamou o time. Como ele todos cresceram. Guilherme apareceu bem nas jogadas de frente. Aloisio fez as pazes com o gol e de quebra ainda fez O gol. Brigando, lutando, ganhando na técnica e força da zaga pra marcar o gol da vitoria. Até Doriva faz um bom jogo. Gutti deu o ar das graças e foi muito bem, junto com Fred. O garoto merece mais chances. Jackson marcou muito e teve um Claudinei mais uma vez bem ao seu lado.

Renasce também o fôlego da torcida. Voltaremos mais uma vez ao inicio do próximo confronto gritar o nome de Fernandes, gritar a saudação ao nosso ídolo. Nosso camisa 10 voltou. Mas e se aquele velho torcedor, que tanto falou e motivou o meu primeiro post sobre o “aposentado” durante o Estadual, questionar se ele tem capacidade ainda de levar nosso Figueira nas costas durante o campeonato, eu só respondo uma coisa: Nunca duvide de Fernandes, Fernan10, FernanDeus…… Avante Figueira!!!

Uma Homenagem de Heverton ao seu pai Joel.

Cresci ouvindo meu pai, Seu Joel contar as histórias dele como torcedor, das viagens pelo estado acompanhando o Figueira nos anos 70, das partidas memoráveis. Dava gosto ouvi-lo contando pela enésima vez os principais lances daquele famoso clássico de 1973. Ele nunca colocou pressão para a escolha do meu time, aliás nunca colocou pressão em escolha nenhuma que eu pudesse fazer. Mas a suas histórias influenciaram demais. Ele era Flamenguista também, e flamenguista eu fui até começar a frequentar o Scarpelli e perceber que aquilo não fazia mais sentido. Ele também, no fundo torcia muito mais para o Figueira e era inegável que ele ficava feliz ao me ver saindo de casa com o manto para ir no jogo.Como fazem falta aqueles papos antes e após os jogos.

Com ele aprendi o quanto pode ser fantástico ser torcedor, mas aprendi também que o futebol nunca será a coisa mais importante na vida, é um lazer, uma diversão e assim deve ser encarada. Por mais que cantemos no estádio que o Figueira é nossa razão de viver, para mim ele não é, vivo pela minha família, pelos meus amigos, pelos meus sonhos, o Figueira é parte importante da vida, mas não é toda ela.

Ainda tenho guardado o presente que não pude dar, a camisa do figueira que comprei de presente de aniversário. Continuo indo nos jogos mesmo que as coisas ainda estejam sem parte de seu encanto. A cada vitória, ou a cada derrota, seja o estádio, seja na vida, sua ausência faz falta, mas sigo simplesmente por que sei que é o que eu preciso fazer, carregando o que aprendi com ele e, entre tantas coisas, a paixão por esse time.

 

Uma Homenagem de Luiz ao seu pai Alcides

Como era boa a infância curtindo cada momento do nosso furacão ao lado do meu pai, Alcides. Meu pai acompanha o nosso time desde a década de 70, quando veio de Criciúma para trabalhar e foi conquistado pelo Figueira. No inicio da década de 90 comecei a tomar gosto por futebol, começando ao lado do meu velho a ir aos jogos. Época diferente, sonhos diferentes. Nosso time ainda sem a expressão de hoje, mas como era bom ir nos jogos, ver a nossa torcida, mas o mais importante, estar ao lado do meu PAI, curtindo nosso momento, curtindo juntos aquela paixão. Sempre com seu jeito crítico, o seu Alcides tem em mente apenas uma opinião: podemos ser maiores do que somos. Sempre ouvi que por mais um pouco ganharíamos a Copa do Brasil, que por mais um pouco estaríamos na Libertadores desse ano. Mas não pense que por isso seja um corneteiro. É apenas um torcedor apaixonado, que viu seu time surgir lá de baixo, passando por cada jogo difícil, cada campeonato mal organizado e estando hoje brigando com os melhores do país.

Quem assiste o jogo com ele ri de suas tiradas, suas colocações polêmicas. Ainda dou risada ao lembrar do jogo de estréia do Thiago Silvy, que após 5 minutos de jogo errou umas três bolas e meu VELHO imediatamente soltou a frase “Pode procurar outra profissão que jogador de futebol não dá pra ele”… e Você me diz: Ele estava errado??

 

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