Esse novo Figueirense que surge no ano de 2013 tenta apagar as péssimas memórias deixadas do ano passado. Resgatar a alma do torcedor e colocar de novo nosso Furacão na primeira Divisão é o grande objetivo de Adilson Batista nesse ano. Treinador muito respeitado pela torcida e querido no clube pela boa passagem anterior por aqui, Adilson começou a montar um elenco barato e com pretensões de conseguir esses objetivos. E analisando todo esse processo, fica inevitável não enxergar semelhanças com aquele inicio de 2006.

Depois de um 2005 de altos e baixos, fugindo do rebaixamento nas ultimas rodadas, muito em razão da dupla Adilson Batista e Edmundo, era preciso uma renovação do elenco, uma mudança de postura dentro do grupo. Ídolos foram dispensados, como Cleber, Edson Bastos e até o próprio Edmundo, que recebeu uma proposta melhor do Palmeiras. Certa semelhança com Wilson, Tulio e Fernandes???

E 2006 começa com uma mudança geral. Buscando nomes baratos, em busca de crescimento e alguns jogadores com certa bagagem, mas que não apresentavam sucesso recentemente, o clube apostou na montagem de um elenco mesclando com a categoria de base. Alguns jogadores foram mantidos e assim se iniciou o projeto de Adilson Batista. E analisando o perfil de contratações desse ano, se enxerga semelhanças obvias entre as duas situações. Para a zaga foram contratados jogadores que não tinham ainda apresentando grande sucesso no futebol Brasileiro, mas que vinham de certo destaque em clubes, como Chicão e Thiago Prado, assim como hoje Douglas e Thiego. Nas laterais em 2006, nomes conhecidos no cenário Brasileiro, Flavio e Fininho, mas sem nunca terem conseguido mostrar o potencial que deles se esperava, mas que aqui tiveram importante participação. Pode ser o caso de Saci, com passagens por grandes clubes, mas que ainda não despontou. No meio campo de hoje, alguns jogadores que começaram como grandes promessas, mostrando grande potencial mas que ainda precisam dar mais regularidade as boas atuações na carreira, como Willian Magrao, Gerson, Tinga, Maylson.. lembrando aquele elenco também, com Rodrigo Souto, Tucho, Samir.

No ataque, Marcelo Toscano chega da Europa, depois de ter tido certo sucesso em campos Brasileiros, principalmente pelo Parana. Quem sabe não seja o novo Schwenke?? Mesclando esses jogadores, com alguns desconhecidos que chegaram esse ano, com experiência em clubes menores, talvez se consiga criar algo parecido com o time daquele ano. Quem sabe um Leozinho, um Danilinho, um Felipe Nunes, um Nem, cheguem e se tornem um novo Cicero, de desconhecido a maestro e uns dos artilheiros do time?? E se nada disso der certo, ou se ainda faltar algo, quem sabe um Diego Dolen, um Guti, um Americo, ou algum outro da base apareça e se torne destaque desse time, como Soares, Edson e Henrique foram aquele ano.

As semelhanças estão aí a disposição de todos. Nos resta é passar confiança nessa nova fase, nosso apoio, esquecendo a péssima campanha e tentando construir assim um futuro de acordo que o nosso Furacão merece. Estamos confiando em Adilson Batista mais uma vez. E ele não costuma nos decepcionar. Mas é importante estar de olho em nosso presidente. Tem que fazer muita coisa ainda para merecer o respeito e admiração de nossa torcida. Abraços.

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