O fim da Era Prisco no Figueirense foi um marco para a historia do clube, por N razões, como por exemplo o fim da era mais grandiosa do clube, mas também como o recomeço de um clube mais próximo do torcedor, um verdadeiro Figueirense, amparado no que de mais forte ele tem, que é a torcida. A mudança de gestão na época foi uma conquista, elevando o espírito do torcedor, com ações de marketing que traziam o torcedor, ou seja, um novo momento entre clube e torcida.

Só que mal sabíamos que esse momento na verdade era um teatro, essa aproximação do clube ao torcedor era fantasiosa, apenas uma enganação para manter a política do Pão e Circo como o Diego, vulgo Tainha, gosta de colocar em seus posts. Após um período de grande sucesso nos gramados e o orgulho da nação alvinegra nas alturas, um 2012 conturbado serviu para mudar muitas coisas em nosso clube, com reviravoltas, brigas internas, quebras de contratos, etc, aquelas palhaçadas que todos nós vimos durante o ano. O rebaixamento era questão de tempo.

Com esse conturbado momento veio a tona novamente o quanto o torcedor alvinegro importa para os dirigentes: NADA. Melhor, importa sim na hora que paga sua carteirinha de sócio, de dar aquela contribuição mensal . Nosso time é comandado por Conselheiros, que insistem em ter um homem forte para dividir as responsabilidades, ou melhor, alguém forte para decidir por eles. Alguém que simplesmente os informe de vez em quando o que ocorre na direção do clube, para quando tudo cair de vez, o Conselho convocar algo e ai sim mostrar (ENGANAR) ao torcedor que está atento a tudo que acontece e que exige mudanças. Ou seja, mais TEATRO. Sem esconder na cara dura de o que realmente muitos querem ali no comando do clube é o terreno central ao qual nosso Estádio se situa. Não me surpreende se logo ficarmos sem nosso Scarpelli.

O reflexo dessa política de afastamento é mostrado no publico ridículo para os nossos padrões, bem como um protesto com pouco mais de 50 pessoas, guerreiros que enfrentaram o frio e chuva pra lutar pelo nosso alvinegro. Hoje, o torcedor não sente mais aquela vontade de ir ao Scarpelli, de enfrentar qualquer tempo para apoiar e ver nosso time triunfar. A PAIXÃO continua, mas a entrega acabou. E como  questionar alguém que diz que não vai mais para o campo?? Não tem como questionar… o numero de argumentos que essa pessoa explica para não ir aos jogos supera qualquer questionamento. O novo estatuto está ai, sem mudanças a curto prazo que possa mudar a nossa realidade. Continuamos afastados do clube, sem poder, simplesmente uma massa para tentar ser manipulada. Ainda bem que a visão da nossa torcida está mudando. O movimento de mudança cresce a cada dia. Um novo Figueira irá surgir. Quem sabe em uma reunião de torcedores mais ativa? Uma entidade de torcedores… bom, mas isso é assunto pra outros tópicos… Valeu!

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